SERRA DA CANASTRA


SAO JOSÉ DO BARREIRO, es una de las ciudades que permite el acceso al PARQUE NACIONAL DA SERRA DA CANASTRA, que a pesar de los caminos de tierra atrae cada vez más turistas

UBICACIÓN:
REGIÓN: Centro Este
ESTADO: Minas Gerais
LOCALIZACIÓN: Ubicada a 364 km de Belo Horizonte

COMO CHEGAR

DE CARRO

A região mais importante da Serra da Canastra é a área já regularizada do Parque Nacional, que tem 4 acessos: são as portarias instaladas em São Roque de Minas (8 km da cidade), nos distritos de São José do Barreiro (9 km) e São João Batista (1 km) e em Sacramento (65 km da cidade). Os acessos via Sacramento e São João Batista são  por longas estradas de terra, que podem ficar precárias na época das chuvas. Por São José do Barreiro, o trecho de terra é mais curto (22 km) e por São Roque de Minas são apenas 8 km. Por São José do Barreiro, o visitante tem acesso direto à parte de baixo da Cachoeira Casca D'Anta, a maior atração da Canastra. Por São Roque de Minas, fica mais fácil chegar à parte alta do Parque Nacional, onde estão a nascente do rio São Francisco e a parte de cima da Cachoeira Casca D’Anta (há uma trilha até a parte de baixo e vice-e-versa). 

Veja a melhor forma de chegar a São Roque de Minas para quem parte das principais regiões do País. Consulte os mapas para acesso direto a São José do Barreiro e às demais entradas do Parque Nacional.

Para quem sai de

BELO HORIZONTE, SUL DE MINAS, RIO DE JANEIRO E SÃO PAULO

 O acesso principal a São Roque de Minas é pela rodovia MG 050, que liga Belo Horizonte à região nordeste do Estado de São Paulo. Chegando à cidade mineira de Piumhi, o visitante deve entrar no primeiro trevo (para quem vem de Belo Horizonte e Rio de Janeiro) ou no segundo trevo (para quem vem de São Paulo) e atravessar a cidade seguindo a indicação das placas até a rodovia secundária de 60 km que leva a São Roque de Minas. A rodovia está em obras e ainda há pequenos trechos sem pavimentação.

Entre Piumhi e São Roque de Minas, o visitante atravessa dois vilarejos: São Sebastião dos Cabrestos (município de Vargem Bonita) e Sobradinho (São Roque de Minas).

 
DE ÔNIBUS

Se a sua opção for ônibus, a melhor forma de chegar a São Roque de Minas é via Piumhi, para onde há maior número de linhas regulares.

Chegando a Piumhi, a única opção de transporte coletivo é a linha da empresa Transimão, com 3 horários de ida e volta. Consulte as informações abaixo.

LINHA: PIUMHI – SÃO ROQUE DE MINAS – PIUMHI

(Paradas para embarque e desembarque na cidade de Vargem Bonita e nos distritos de São Sebastião dos Cabrestos e Sobradinho *)

EMPRESA: TRANSIMÃO
ATENDIMENTO: RODOVIÁRIA DE PIUMHI
TEL. (37) 3371-1575
FREQÜÊNCIA: DIÁRIA

 
LINHA: SÃO PAULO – PIUMHI – SÃO PAULO

 (Paradas para embarque e desembarque em Campinas, São Sebastião do Paraíso, Itaú de Minas, Pratápolis, Passos, Furnas e Capitólio)

 EMPRESA: UNIÃO
ATENDIMENTO: TERMINAL RODOV. DO TIETÊ/RODOV. PIUMHI
TEL. (11) 6221-9401/(37) 3371-2020
FREQÜÊNCIA: DIÁRIA

INFORMACIONES:
MICROS:
Plaza Matriz (S. Roque de Minas)/ Rua Antonio Esmério 92 (Piumhi) (3371-1310)
SALUD:
Centro Sta. María (S. Roque de Minas): Av. Getulio Vargas 490 (3433-1122)

A R V O R I S M O

O arvorismo é um esporte recente, criado a partir das técnicas utilizadas por pesquisadores para se locomover em florestas na altura da copa das árvores. Na Serra da Canastra, é praticado no Centro de Aventura Canastra-Babilônia, localizado às margens do Rio São Francisco, em Vargem Bonita.

Plataformas com até 9 metros de altura, interligadas por cabos de aço, viram uma espécie de trilha nos ares para os praticantes do esporte. A dificuldade vai aumentando à medida que a pessoa avança de uma plataforma a outra. O equipamento utilizado é o mesmo do rapel: cadeirinha, mosquetões, roldana, capacete e luvas. A segurança é garantida pela chamada "solteira": uma corda que liga a cadeirinha do praticante a uma roldana presa num cabo de aço.

São 3 séries de plataformas montadas entre árvores. Para começar a atividade, a pessoa sobe uma escada de madeira e cabos de aço até o alto da plataforma. No final das duas primeiras séries, a descida da última plataforma é feita utilizando a  técnica do rapel. Na última série, a descida é numa tirolesa de 180 metros. Ou seja, depois de andar nas alturas, o praticante faz um verdadeiro vôo de volta ao solo. A plataforma da tirolesa inclui também uma mini parede de escalada.   

O Centro de Aventura Canastra-Babilônia oferece ainda bóia-cross no rio São Francisco, restaurante durante o dia e pizzaria à noite (aberto de terça a domingo na alta temporada e somente nos feriados e finais de semana na baixa temporada).

Serviços Incluídos/Esportes de aventura:

 Equipamento profissional

Guias especializados

Observações Importantes:

Vagas limitadas. Necessário reserva antecipada

Obrigatório uso de tênis ou papete para qualquer atividade.

Horários do bóia-cross (verão): 10h00 e 15h00

Idade mínima/bóia-cross: 6 anos

Idade mínima/arvorismo: 12 anos

 

Tempo médio por atividade: 

 Bóia-cross e arvorismo: 2 horas

Circuito Vertical: 1 hora

Conjugado bóia-cross + arvorismo: 4 horas (às 10 e às 14 horas)

Conjugado bóia-cross + Circuito Vertical: 3 horas

BÓIA-CROSS

no rio São Francisco

O bóia-cross é praticado no rio São Francisco, no trecho entre o distrito de São José do Barreiro e a cidade de Vargem Bonita, fora do Parque Nacional.

O trecho percorrido é de grande beleza, principalmente pela vista sempre presente dos paredões da serra. Há pontos de calmaria, corredeiras, mata ciliar e surpreendentes praias de cascalho. Também é comum avistar animais selvagens nas margens, especialmente pássaros.

O bóia-cross é feito sob a responsabilidade da operadora  do Centro de Aventura Canastra-Babilônia (veja também ARVORISMO), sediada em Vargem Bonita, parceira da Tamanduá Ecoturismo.

São utilizadas bóias especiais e todos os praticantes usam capacetes e coletes salva-vidas. Dois guias experientes cuidam do grupo que, em cada passeio, tem no máximo 10 pessoas.

O trecho de rio percorrido tem cerca de 4 km, indo da Praia da Limeira até a Praia da Crioula. O passeio só é viável quando o volume de água está no "ponto". O rio não pode estar muito vazio, porque as bóias enroscam no fundo, e nem muito cheio porque o volume e a velocidade da água aumentam o risco de acidentes.

Incluídos:

Transporte da Praia da Crioula até o local de saída, na Praia da Limeira;
Equipamento básico profissional (bóias, capacetes e coletes salva-vidas;
Monitores treinados;
Treinamento básico no local;
Observações Importantes:

Idade mínima: 6 anos
Obrigatório uso de tênis ou papete
Grupo mínimo: 2 pessoas
Vagas limitadas. Necessário reserva antecipada.

Serra da Canastra,
O encanto das  águas

A região da Serra da Canastra, no sudoeste de Minas Gerais, possui algumas das mais deslumbrantes e desconhecidas paisagens do Brasil. Durante muito tempo, esteve isolada por precárias estradas de terra e só há poucos anos entrou nos roteiros de viagem como lugar privilegiado para a prática de esportes radicais, vivência ambiental e turismo ecológico. 

A região ecoturística da Serra da Canastra tem mais de 200 mil hectares e abrange 6 municípios: São Roque de Minas, Vargem Bonita, Sacramento, Delfinópolis, São João Batista do Glória e Capitólio. A maior atração é o Parque Nacional da Serra da Canastra, criado em 1972 para proteger as nascentes do rio São Francisco e tem a portaria principal a 8 km de São roque de Minas. Dentro do Parque Nacional estão alguns dos mais belos cartões postais do Brasil, como a cachoeira Casca D'Anta, de quase 200 metros, a primeira grande queda do "velho Chico".  
  
 
A região é o berço de muitos rios que ajudam a formar as bacias do São Francisco e do Paraná. Rios de uma infância ruidosa, cheia de corredeiras e cachoeiras que passam dos 200 metros de altura.  
 
Cachoeira do Cerradão 
 A paisagem se alterna entre campos rupestres cheios de delicadas flores, cerrado típico e matas de galerias com exuberante vegetação atlântica. É nesse ambiente que vivem protegidas espécies de animais ameaçados de extinção, como o tamanduá-bandeira, o lobo-guará, o tatu-canastra e o pato mergulhão. 
 
A vida rural mantém as velhas tradições da cultura da região, como a arquitetura do século 19, os muros de pedra sem cimento, o queijo canastra e o carro de boi. 

Tudo forma um conjunto de rara beleza ainda preservado e fiel à descrição apaixonada do naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire.  

PARQUE NACIONAL DA
 SERRA DA CANASTRA

Criado em 1972, o Parque Nacional da Serra da Canastra tem 71.525 hectares demarcados e parte do território de 3 municípios: São Roque de Minas, Sacramento e Delfinópolis, no sudoeste de Minas Gerais.
 A área reúne basicamente dois maciços: a Serra da Canastra e a Serra das Sete Voltas, com o vale dos Cândidos no meio. As altitudes variam entre 900 e 1.496 (torre da Serra Brava) e a vegetação predominante são os campos rupestres, com manchas de cerrado e matas ciliares.
 
O relevo acidentado e a vegetação rasteira produzem uma paisagem única, com grandes vistas panorâmicas e muitas cachoeiras com altura acima dos 100 metros.

As características do relevo e da vegetação favorecem também a observação de animais selvagens, como o tamanduá-bandeira, o lobo-guará e o veado-campeiro

As temperaturas são amenas. A média fica em torno de 17 graus no inverno e 23 graus no verão. O índice pluviométrico anual varia entre 1.300 e 1.700 mm, com a maior parte das chuvas concentrada no período de dezembro a fevereiro.
 

 O grande objetivo da criação do Parque foi a proteção das nascentes do rio São Francisco, o curso d’água mais conhecido que brota no imenso chapadão em forma de baú ou canastra. A Serra da Canastra é uma espécie de berçário de rios situado bem no divisor de duas bacias hidrográficas: a do rio Paraná e a do rio São Francisco. Da bacia do Paraná, um dos rios mais conhecidos que nascem no chapadão é o Araguari, também chamado de Rio das Velhas na parte inicial. Foi às margens dele que no século 18 surgiu o garimpo de ouro que deu origem à histórica vila de Desemboque, marco de toda a ocupação do Brasil Central.
 
A área originalmente prevista para o Parque Nacional era muito maior: mais de 200 mil hectares, como consta do  Decreto número 70.355, de 3 de abril de 1972 e incluía toda a região da Serra da Babilônia. A área foi reduzida devido ao custo das desapropriações, mas agora está sendo objeto de uma revisão que o iniciou em 2001. 


Outros dois decretos que complementavam a criação do Parque, um deles reduzindo a área para pouco mais de 100 mil hectares, foram revogados em 1991. Com isso, embora por enquanto somente no papel, o que está valendo é o decreto original, com a área de 200 mil hectares (ver abaixo: Legislação/Parque Nacional). A Ampliação do Parque está sendo analisada no Congresso Nacional, pois acarreta uma série de mudanças sócio-econômicas para a população local. Um Plano de Manejo* foi publicado pelo Ibama no início de 2005 e prevê a desapropriação de cerca de 130mil hectares, mas a legalidade desta desapropriação está sendo questionada pelos proprietários de terra da região. Veja o mapa com a área da futura ampliação.

 
A implantação do Parque foi traumática para a região, porque a área desapropriada tinha dezenas de fazendas, uma delas praticamente em cima das nascentes do "velho Chico". Os fazendeiros foram resistindo e protelando a saída até serem retirados à força pela Polícia Federal, dez anos mais tarde. Alguns fazendeiros discutem na justiça até hoje o valor das indenizações.
 

O Ibama administra o Parque através do escritório mantido em São Roque de Minas, a cidade mais próxima (8 km da portaria 1). Praticamente todos os funcionários são moradores de São Roque de Minas e Sacramento. Uma estrada de 60 km corta o Parque de fora a fora e vias secundárias dão acesso a algumas das principais atracões, como o Retiro de Pedras (área da primeira fazenda instalada na região), a parte alta da cachoeira dos Rolinhos, o cânion do rio São Francisco e a parte alta da Cachoeira Casca D’Anta.

REGULAMENTO BÁSICO DO PARQUE

Horário de visitação:
8h00 às 18h00. Recomenda-se entrar até as 16h00 no máximo.


Velocidade de tráfego nas estradas:
40 km/hora.


Lixo:
Recomenda-se usar as lixeiras instaladas nos principais pontos ou de preferência recolher o lixo e entregá-lo em uma das portarias.

É proibido na área do Parque Nacional:

Entrada e consumo de bebidas alcoólicas.

Uso de equipamento coletivo de som.

Prática de esportes radicais como rapel, canioning, tirolesa, pêndulo e escalada.

Churrasco e acampamento, exceto na área reservada e administrada pelo Ibama junto à portaria 4 (Cachoeira Casca D’Anta, parte baixa).

Entrada de animais domésticos.

Uso de armas e material de caça e pesca.

Coleta de rochas, plantas e animais de qualquer tipo ou espécie.

Infrações:

  As infrações ao regulamento podem resultar em punições para o visitante, desde a expulsão da   área do Parque até o pagamento de multa ou prisão em flagrante.

Recomendações gerais:

Transitar somente por trilhas conhecidas e sinalizadas, de preferência na companhia de um guia local.

Levar sempre capa de chuva e agasalho em qualquer época do ano.

Usar boné ou chapéu e filtro solar para evitar queimaduras.

Não caminhar nas trilhas quando houver cerração.

Atenção para a trilha da Casca D’Anta (parte alta para parte baixa e vice-e-versa: reserve pelo menos 5 horas com luz solar para essa caminhada.

Usar calçado confortável, fechado e com solado antiderrapante.

Afastar-se dos rios e córregos ao primeiro sinal de chuva.
 
RESERVA NATURAL DA
CACHOEIRA DO CERRADÃO

A área da cachoeira do Cerradão, em São Roque de Minas, foi transformada em RPPN – Reserva Particular do Patrimônio Natural em agosto de 2001 por ato do Ibama – Instituto do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis. É a primeira reserva do gênero na região da serra que se encontra aberta ao ecoturismo, com atividades de caminhada educação ambiental.

O imóvel, de 60 hectares, tem uma portaria com serviços de recepção, espera e sanitários. As trilhas que levam à cachoeira têm sinalização interpretativa - plaquinhas de madeira identificam as principais espécies da flora. A visita pode ser feita diariamente das 8 às 17 horas (9 às 18 horas no horário de  verão).


 A cachoeira do Cerradão é uma das mais altas da serra: são 202 metros em 3 lances. A área tem nascentes, cerrado, campos e mata ciliar bastante preservados.


As visitas são controladas. Os carros ficam do lado de fora, é proibido entrar com bebidas alcoólicas, churrasqueiras e material de pesca.
 

Foi estabelecido também um limite de 60 visitantes por período. Toda vez que esse número é atingido, os turistas que chegam têm de esperar na portaria ou agendar a visita para outro dia.

Não há local para hospedagem na reserva e nem é permitido o acampamento ou esportes radicais.  
A Reserva Natural da Cachoeira do Cerradão é administrada pela Tamanduá Ecoturismo.

FAUNA

Os animais são uma das maiores atrações da Serra da Canastra, especialmente na área do Parque Nacional. A fauna típica da região reúne várias espécies ameaçadas de extinção, como o tamanduá-bandeira, o lobo-guará e o veado-campeiro, que podem ser vistos com relativa facilidade.
 Outros bichos também ameaçados que, havendo um pouco de sorte, os turistas podem ver, são a lontra, o macaco sauá e as três maiores e mais fascinantes raridades: o tatu-canastra, o pato-mergulhão e a onça parda.
As áreas de campos e cerrados da Canastra exibem também o cachorro-do-mato, a seriema, a ema, o gavião carcará e o magnífico gavião-caboclo. Nas matas ciliares e nas fazendas, o show é do mico-estrela, dos quatis, do bonito e imponente urubu-rei, do jacu, do tucano-açu e do canário-da-terra. 
 
A regra número um para ver os bichos é ser atento e silencioso. Ou seja, quem estiver a pé, a cavalo ou de bicicleta terá mais chances do que quem estiver de carro. Outra regra é dar preferência ao passeio no começo ou no final do dia. Por fim, há os locais estratégicos, pontos com registros de avistagem que só alguns guias e os visitantes mais experientes sabem identificar.
A maioria dos animais foge quando percebe a nossa presença. Alguns são dóceis e curiosos, permitindo uma aproximação. Nesse caso, o turista deve ficar calmo, não fazer barulho nem movimentos bruscos e não perseguir os animais. A recompensa pode ser aquela tão esperada pose para uma bela foto. 

FLORA

A Serra da Canastra está na região do cerrado mineiro, mas apresenta uma vegetação bem mais variada, que inclui campos, campos rupestres e florestas. O cerrado brasileiro é caracterizado por árvores de pequeno e médio porte, de cascas grossas e galhos retorcidos, bem adaptadas ao solo pobre e resistentes à seca e ao fogo. 
 
A aparência despojada esconde uma biodiversidade impressionante.
São mais de 6 mil espécies vegetais, mais de oitocentas espécies de aves e quase duzentas espécies de mamíferos, números superiores, por exemplo, aos do Pantanal. Na Serra da Canastra, porém, o cerrado ocupa uma parte inferior à dos campos e campos rupestres (ou de altitude, localizados em áreas com altitude superior a 900 metros). 
 Nesses campos, a ausência de vegetação de grande porte e os contrastes do relevo formam imensas vistas panorâmicas, onde a paisagem exibe, no detalhe, imensos canteiros de flores. Nas áreas mais baixas e úmidas, formam-se os capões (matas) de formas arredondadas, com exuberante vegetação atlântica.
 Todo o chapadão da serra onde está o Parque Nacional alterna essas áreas de campos e campos rupestres, com variações intermediárias que os especialistas chamam de campo cerrado, campo sujo e campo limpo. Além disso, há pequenos trechos de floresta e cerrado típico. Em toda essa área, um grupo de especialistas da Universidade Federal de Uberlândia já conseguiu identificar 540 espécies de plantas em apenas 4 anos de pesquisas.

O U T R A S     A T R A Ç Õ E S NO PARQUE NACIONAL

Centro de Visitantes

 Localizado a cerca de 500 metros da portaria 1 do Parque Nacional, o Centro de Visitantes tem auditório, pequena biblioteca, exposição de fotos, rochas e outros materiais. O material fornece boas informações gerais sobre o Parque Nacional da Serra da Canastra e outras unidades de conservação. Há também painéis com dados de pesquisas realizadas sobre a fauna e a flora no Parque. Um monitor do Ibama acompanha a visita e informa sobre as normas de visitação.

 Nascente do Rio São Francisco

 A nascente fica num lindo vale a 1300 metros de altitude e a 6 km da portaria 1 pela estrada que atravessa todo o Parque. Uma placa de pedra indica o lugar onde o "velho Chico" começa a longa viagem de quase 3000 quilômetros até o litoral do Nordeste. A nascente não está claramente definida, mas é formada por dois pequenos córregos que surgem no meio de um charco. É um lugar singelo, com um pequeno capão de mata, uma ponte de madeira sobre o rio e, além da placa, uma trilha de pedras que leva até o monumento erguido na época da criação do Parque: um cercado de pedras emoldurando uma estátua de São Francisco. Aos pés da imagem é reproduzida a famosa oração numa placa de granito.

Embora já incorporado à paisagem depois de décadas, o monumento tem gosto duvidoso, causa impacto devido à localização no meio do charco e já foi vítima de vandalismo. O crucifixo que havia numa das mãos da imagem desapareceu em 1999 e nunca foi reposto.

Curral de Pedras

É uma boa amostra de uma das tradições mais notáveis da Canastra: os muros de pedra construídos sem argamassa. Nesse caso, as pedras constituem um imenso e bem preservado curral de formas arredondadas e com dois ambientes, construído para manejo do gado. É um muro "drobado" (dobrado), com imensos blocos de pedra arrastados com a ajuda de carros de bois. Preste atenção à parte menor e mais redonda do curral, de construção perfeita, e aos interessantes mourões de pedra na entrada dele. Outro detalhe é o aproveitamento de um muro natural que economizou pedra e mão-de-obra na construção do curral.

Também conhecido como Retiro dos Posses (nome de família dos antigos proprietários), o Curral de Pedras é o que restou de um antigo "retiro", fazenda de uso temporário, geralmente no verão, quando o gado de leite era levado das partes mais baixas da serra o chapadão, planalto que caracteriza o alto da serra, onde desfrutava de melhores pastagens. Devido à destacada altitude em relação ao chapadão, o Curral de Pedras também é ótimo local para observação do pôr-do-sol.

Cachoeira Casca D’Anta

A maior atração da Canastra pode ser visitada pelo alto da serra ou por baixo, em ambos os casos com acesso relativamente fácil por estradas de terra. Na parte alta, a 38 km de São Roque de Minas, há o cânion que o rio São Francisco forma para descer a serra, 14 km após a nascente. Tem uma incrível seqüência de cachoeiras e piscinas naturais, algumas inacessíveis. Há um mirante de onde é possível avistar parte da queda principal, a imensa piscina formada embaixo e o curso do rio até a primeira curva rumo ao Nordeste. O desnível superior a 300 metros proporciona uma das mais lindas vistas panorâmicas da região. O local está todo sinalizado pelo Ibama e é fácil pegar a trilha de 3 km para ir até a parte de baixo. São cerca de 4 horas de caminhada, em média, para ir e voltar. Para iniciar a caminhada, assim como contemplar parte do cânion e chegar ao mirante, é preciso atravessar um córrego que pode ficar perigoso em dias de chuva.

 Para chegar de carro à parte de baixo, o visitante deve seguir de São Roque de Minas até a portaria 4 do Parque Nacional, passando pela cidade de Vargem Bonita e pelo povoado de São José do Barreiro (distrito de São Roque de Minas), num percurso total de 40 km. Para ter a aproximação máxima da cachoeira, é preciso deixar o carro no estacionamento e caminhar cerca de 15 minutos por uma trilha no meio da mata ciliar. Preferia fazer a visita, tanto na parte baixa quanto na alta, o mais cedo possível. Em feriados, os dois lugares ficam superlotados depois das 10h00.

A Cachoeira Casca D’Anta tem queda livre de 186 metros. O nome vem da árvore Casca D’Anta (Drimys winteri) que, por sua vez, foi assim batizada porque que tem propriedades medicinais, cicatrizantes. Segundo os pesquisadores, a anta se esfrega no tronco da árvore para curar ferimentos superficiais.

Cachoeira dos Rolinhos, parte alta

 Uma placa e um trevo indicam o caminho até a parte alta da Cachoeira dos Rolinhos, um dos lugares mais visitados da Serra depois da nascente e da Cachoeira Casca D’Anta. O percurso de 10 km, acidentado na época do verão, é também um ótimo passeio para quem quiser uma amostra completa da flora do Parque, com campos limpos, cerrado e matas de galeria. Com um pouco de sorte, o visitante verá também alguns dos animais típicos da região: tamanduá-bandeira, lobo-guará e veado-campeiro.

 A Cachoeira dos Rolinhos, com cerca de 300 metros, é a maior da Canastra, mas é impossível avistá-lo da parte alta do Parque (para parte baixa ver Outras Atrações/Em Áreas Particulares). Mesmo assim, o lugar é de uma incrível beleza, a começar por uma cachoeira menor, formada cerca de mil metros antes, conhecida como do Colibri ou Rasga Canga. Há também várias piscinas naturais boas para banho e até mergulho livre. Em feriados prolongados, procure chegar cedo para não ser incomodado pelo excesso de gente. Importante: ao menor de chuva nas cabeceiras do rio, o local deve ser abandonado, principalmente se você resolveu fazer a trilha que leva da piscina natural até a parte baixa da Cachoeira Rasga Canga, já que é preciso atravessar o rio na ida e na volta.

Na parte onde começa propriamente a formação da Cachoeira dos Rolinhos, dependendo do volume d’água, o rio se divide em até 3 partes para despencar da serra. Quando ocorrem as "enchentes" (o equivalente äs trombas ou cabeças d’água), há uma quarta passagem conhecida como cachoeira seca. O lugar é muito bonito, porém perigoso, principalmente no verão, devido à necessidade de atravessar o rio. A direção do Parque Nacional proibiu o acesso a essa área.

Garagem de Pedras

 A 43 km de São Roque de Minas, a Garagem de Pedras se destaca num mirante natural de frente para a serra paralela à Canastra, a Babilônia. Entre as duas serras está o imenso Vale dos Cândidos, nome emprestado da família proprietária da antiga fazenda onde está a garagem. A casa-sede da fazenda fica a cerca de 2 mil metros, no pé da serra, e foi restaurada para servir de abrigo a pesquisadores. O acesso de carro, quase impossível devido às pedras e à falta de manutenção, está proibido pelo Ibama.

 A garagem foi construída para facilitar o acesso à fazenda quando os donos compraram o primeiro carro. Ao chegar à garagem, o dono soltava rojões e os empregados despachavam cavalos encilhados serra acima para que quem chegava não precisasse descer a pé.

São João Batista e Cachoeira do Jota

Localizado a 50 km de São Roque de Minas, 95 km de Araxá e 106 km de Sacramento, o distrito de São João Batista mantém características regionais bem preservadas. O pacato vilarejo é porta de entrada para o Parque Nacional da Serra da Canastra – Portaria 2 e conta com duas belas cachoeiras, a Cachoeira da Gurita e a Cachoeira do Lava-pés. Além dos atrativos naturais, São João Batista foi ponto de passagem de diversos tropeiros ao longo dos séculos e ponto estratégico na colonização do Brasil Central, sendo possível observar na arquitetura de algumas construções um pouco mais desta história.

Portaria 3/Sacramento

A portaria 3, a 78 km de São Roque de Minas, é o acesso ao Parque Nacional mais utilizado por quem sai da região do Triângulo Mineiro. O trecho entre o trevo para São João Batista e essa portaria não tem atrações de destaque, mas vale o passeio para quem estiver interessado em maior observação da fauna e flora. Há longas extensões de campos rupestres com flores e trechos de um cerrado mais vigoroso. Como há menor circulação de veículos, aumentam também as chances de avistar animais.

 

¿Necesita asistencia?

Nuestro equipo esta a su servicio 24/7 para ayudarlo con sus problemas de reserva o responder a cualquier pregunta relacionada.


Copyright © 1999 Embrasil.com All rights reserved. Developed by Proda Software